quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Resenha- a boniteza de um Sonho


Faculdade do Noroeste de Minas-FINOM

Resenha

Texto extraído do livro BONITEZA DE UM SONHO. Ensinar- e- aprender  com sentido – Moacir Gadotti. Apostila do curso de pós-graduação Lato-sensu da Faculdade do Noroeste de Minas-FINOM- Varzelândia-MG

 

Disciplina: Metodologia do Ensino Superior

Professora: Maria Caroline Ruas

Acadêmico: Jonas Bispo Ramos

 

Boniteza de um Sonho. Ensinar-e-aprender com sentido

Livro de autoria de Moacir Gadotti; nascido no município de Rodeio estado de Santa Catarina no ano de 1941. Licenciado em Pedagogia e Filosofia e doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra na suíça. Diretor do Instituto Paulo Freire e professor titular da Universidade de São Paulo-USP.

 

Gadotti relata que sua inspiração para a escrita desse livro vem de Paulo Freire, especialmente do seu livro Pedagogia da Autonomia; onde o mesmo fala sobre a “boniteza de ser gente”, da boniteza de ser professor, afirmando que ensinar e aprender não pode se dar fora da boniteza da alegria.

Gadotti lembra que Paulo Freire falava sobre o Sonho de muitos jovens nesse planeta que sonhavam em ser professor e que um sonho sonhado por muitos passa a ser realidade.

O mesmo coloca que essa realidade passa a ser diferente ainda no curso de magistério, pois muitos desistem do exercício da profissão por fatores diversos, como a desvalorização do professor a começar pelos míseros salários pagos aos mesmos o que representa uma face do descaso com a educação nesse país. Gadotti responde a pergunta “Por que sou professor? O professor precisa se conceber como um agente de transformação social, ele está não apenas organizando conhecimentos ou acrescentando-os, mais está formando pessoas enquanto ele mesmo se transforma nesse processo. Por isso o professor é imprescindível.

Segundo Gadotti o professor não está morrendo ele está se transformando profundamente. Isso é o que acontece em cada geração de professores, cada uma tem a sua própria identidade no contexto em que vive. A função do magistério precisa ser adequada ao seu tempo. No nosso contexto o professor precisa adequar-se para ensinar no mundo globalizado e ser uma agente dessa globalização impedindo que o sistema de dominação, opressão e exclusão prevaleça sobre a liberdade e inclusão. A educação precisa emancipar as pessoas, e a profissão de ensinar tem essa obrigação.

Fica entendido no texto que a formação continuada do professor para o autor deve ser concebida como reflexão, pesquisa, ação, descoberta, organização, fundamentação, revisão e construção teórica. Não deve ser concebida como aprendizagem de novas técnicas ou conhecimentos de inovações tecnológicas. Sendo assim o professor deve valorizar o aprendizado de atitudes, hábitos e valores que facilitarão a sua prática eliminando a ansiedade e angústia produzida no exercício de sua função o que às vezes o faz perder a esperança que outrora alimentou o seu sonho.

Para Gadotti outra coisa importante é que a escola seja protagonista da sua inovação e transformação, pois ninguém melhor para produzir um a mudança do que a instituição e as pessoas diretamente envolvidas no processo de educação. Essa pedagogia transformadora deve antes de tudo ser a pedagogia da esperança e da possibilidade.

O autor afirma que na sociedade aprendente o professor precisa continuar sua formação ao longo de toda a vida e adquirir os quatro saberes: “ser, aprender, conviver, fazer”. Mas precisa saber porque está ensinando e o que está ensinando bem como para que está ensinando.

O que aprendemos tem que ter significado para nós, se não tiver não aprendemos, então o que se ensina precisa ter significado para o discente. As coisas passam a ter significado quando deixam de ser indiferente, o sentido do conhecimento vem com a finalidade que ele tem para o corpo, aprender por aprender é estupidez. É preciso aprender com emoção e ensinar com alegria.

Para Gadotti todo professor é por função um educador. O professor não pode ser neutro, alienado das questões sociais. Ele é um intelectual, um líder, um formador de opinião, um agente de transformação social. O professor emancipado está diretamente relacionado com as classes populares, a favor dos que necessitam de educação. Na visão do professor Celso Santos Vasconcelos citado pelos autores seria um contra-senso pensar que a classe dominante se disponha a oferecer um ensino popular de qualidade, isto é, que desvende as formas atuais de organização social de classes dominadoras e dominadas. “Não é possível fazer uma escola para todos dentro de uma sociedade para alguns”.

Concluindo Gadotti reforça a visão de Paulo Freire que trabalha no seu último livro a ética e a estética do ser professor. O que ele deve saber para ser professor e como ele deve ser para ser professor. Paulo Freire sonhava com uma sociedade de todos e para todos. Segundo o mesmo a educação pode dar um passo nessa direção dotando os seres de “generosidade epistemológica”, um pluralismo de idéias e concepções que se constitui na grande riqueza de saberes e conhecimento da humanidade. Não se pode ignorar a estrutura caótica imposta pelo capitalismo às redes e sistema de ensino, é preciso por causa de isso reacender o sonho de ser professor com sentido, não ficando somente no campo da resistência, mas da ação transformadora, é preciso combater esse estado de coisas.

O educador não precisa abandonar a educação para agir, mas deve agir em função da boniteza do seu sonho, de um projeto de vida, de escola, de mundo possível, de esperança.

O professor torna-se imortal naqueles a quem ensina.

 

 

“ ...Os que a muitos ensinam a justiça, refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente”

Daniel 12.3- Bíblia Sagrada

 

 

Faculdade do Noroeste de Minas-FINOM

Junho/2012
Jonas Bispo Ramos
Bacharel em Teologia.
Graduando em pedagogia.
Pós em docência do Ensino superior.
 

 

 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Lições a aspirantes ministeriais na vida de Josué


Tema: Aspectos ministeriais da Vida de Josué.

 

Texto: Nm 27.18-23.

 

 

Introdução: Josué foi escolhido para ser o sucessor de Moisés, vemos aqui um princípio na escolha de Deus que é a sua soberania, Moisés não exita, não questiona, mas conforme a ordem de Deus o consagra e apresenta a nação, que o aceita de imediato como o seu líder. Quais são as características que marcam a trajetória ministerial de Josué e que determinam a sua vida de vitória?

 

 

I-       Josué tem uma história; a história do servo de Moisés.

1-           Josué não caiu de pára-quedas na liderança do povo de Israel. Assim como Moisés teve a sua história iniciada no Egito, Josué tem uma trajetória, tem um rastro que pode ser seguido. Temos visto nos nossos dias muita gente que cai de pára-quedas no meio do ministério, pelo seu poder aquisitivo, influencia pública ou política, muitas das vezes compram a sua posição.

2-          Josué aparece na Bíblia como o servidor de Moisés. Ex 23.13.

- Aparece como servo e adquire a identidade de servo - Js 1.1-Pouca gente quer ser identificado como servo, no grego Diákonos, a maioria das pessoas tem vergonha da função diaconal na igreja. Vejamos o que Jesus pensa disso: Mc 10.42-45.

42-Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes das gentes delas se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas;

 43-mas entre vós não será assim; antes, qualquer que, entre vós, quiser ser grande será vosso serviçal.

 44-E qualquer que, dentre vós, quiser ser o primeiro será servo de todos.

 45-Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. (ERC)

No reino de Deus não há lógica, o Espírito de liderança para os consultores de talentos humanos é mandar, dominar, persuadir, no reino de Deus é servir.

- Josué o Servo antes era chamado Oséias, ele aceitou mudar o seu nome - Oséias significa Salvação, Josué significa o Senhor é Salvação, tem a mesma forma de Yeshua no grego que se traduz por Jesus. Isto é a remoção do Eu, que passa a ser substituído por ELE, eu não sou, ELE É. Nenhum homem terá um ministério bem sucedido sem reconhecer que a glória a honra e o poder pertence a Deus. ( Ex: Gideão).

3- Josué era o companheiro inseparável de Moisés, estava sempre perto e lhe era fiel, Ex 32.17; Ex. 24.13 a ponto de ter ciúmes Nm 11.27-29.

 

II-    Josué tem uma folha de trabalho - Ministro de defesa de Moisés.

1-    Josué liderando a batalha contra Amaleque- Ex.17.8-13.

2-   Josué sendo enviado para espiar a terra prometida, demonstra fidelidade a Deus e a Moisés, enfrentando o povo com risco de perder a sua vida. Nm 14.6-10.

 

 

III-  Josué tem um histórico de vida Espiritual.

1-    Não se apartava da tenda- Ex. 33.11.

2-   Tomou parte praticamente em todas as experiências de Moisés com Deus. Todo obreiro precisa de um tutor espiritual. Esteja perto de pessoas que tem comunhão com Deus, compartilhe com ela sua vida. Saia fora dos fofoqueiros, murmuradores, infiéis, fique sempre no meio da Tenda, na hora que Moisés entrar na Tenda a Nuvem vai descer e você vai ser envolvido pela glória de Deus.

3-   Josué era cheio do Espírito. Nm 27.18

 

IV-    Josué tem um histórico de consagração e transferência de cargo.

1-    Consagrado por Deus - Cheio do Espírito. Nm 27.18.

2-   Tinha que receber a imposição de Mãos de Moisés, para receber da glória e adquirir a obediência do povo. Nm 27.18,22-23. Hoje tem muita gente se auto intitulando... Josué iria substituir um líder sem igual.

3-   Recebeu a consagração Sacerdotal e a aprovação da congregação. Aprovação do povo e não auto aprovação.

4-   Josué recebe os mandamentos, ele não seria um inovador, mas deveria obedecer aos mandamentos dados pelo Senhor através de Moisés.

5-   Moisés transfere o cargo a Josué Dt 31.7-8.

V- Josué tem as suas próprias experiências com Deus.

1-    Deus fala com Josué - Js. 1.1-9. Todo obreiro precisa ouvir a voz de Deus, pobre e miserável é o obreiro que não ouve a voz do seu Senhor.

2-   Deus se apresenta pessoalmente a Josué. Js 5.13-15- A partir deste momento Josué não será mais chamado servo de Moisés, mas servo do Senhor.

3-   Moisés tinha a Nuvem e o fogo, Josué tem a Arca da aliança é um novo estágio da revelação de Deus, madeira e ouro juntos, Deus não está na frente, atrás ou por cima, mas está junto ligado dentro de cada pessoa.

4-   Josué aprende a depender de Deus em tudo - Moisés não fez nenhum empreendimento errado, porque nunca deu um passo sem as diretrizes de Deus.

VI-    Josué mantém sua vida e seu caráter imutáveis até o final de sua vida.

1-    Obediência

2-   Fidelidade

3-   Compromisso.

4-   O Povo serviu a Deus todos os anos que foram liderados por Josué. Js 24.15.

5-   É importante começar certo para terminar bem.

 

 

 

 

 

Conclusão: Os aspectos ministeriais da vida de Josué são fundamentais para todo o aspirante ministerial na Igreja do Senhor, bem como é importante que a própria Igreja entenda este plano para que não venha sofrer prejuízos na escolha daqueles que assumem uma posição de liderança na mesma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Obrigado Espírito Santo, Eu te amo Senhor!!!

Pr. Jonas Bispo Ramos